Benefícios para a Saúde com o Tai Chi Chuan - parte I
Data: 18/07/2013 - Fonte: Harvard Medical School
O Tai Chi Chuan é comumente conhecido como “meditação em movimento”, mas pode também ser chamado de “medicação em movimento”. Há cada vez mais evidências de que esta prática para o corpo e a mente – originada na China como Arte Marcial – é de grande valor no tratamento ou prevenção de muitos problemas de saúde. E você pode começar a praticá-la, mesmo não estando em sua melhor condição física.
Neste exercício de baixo impacto e de cadência lenta, você vai movendo-se ininterruptamente em uma sequência de movimentos cujos nomes lembram ações feitas por animais, como “garça branca estende suas asas” – ou por artistas marciais, como “bater nas orelhas do oponente”. Enquanto vamos nos movendo, respiramos natural e profundamente, focando nossa atenção – como em algumas formas de meditação – nas sensações físicas. O Tai Chi Chuan é diferente de outros tipos de exercícios em muitos aspectos. Os movimentos são geralmente circulares e nunca agressivos, os músculos ficam relaxados ao invés de tensionados, as articulações não são completamente estendidas ou flexionadas, e o tecido conjuntivo não se hiperestende. A prática pode ser adaptada para qualquer pessoa – desde a mais apta fisicamente, até aquelas em cadeiras de rodas ou em processo pós-operatório.
“Uma base respeitável de pesquisas cuidadosamente conduzidas está construindo um caso sólido em relação ao Tai Chi, como uma prática complementar ao tratamento médico padrão, para a prevenção e reabilitação de muitas condições de saúde comumente associadas à idade”, diz Peter M. Wayne, Professor Assistente da Universidade de Medicina de Harvard e Diretor do Programa de Pesquisas “Tai Chi e Mente-Corpo” feito pelo Centro de Pesquisas Osher, da mesma Universidade. Uma terapia complementar designa uma prática utilizada em conjunto com tratamentos médicos básicos, seja para tratar da doença em si, ou de seus sintomas, ou, de forma mais simples, para melhorar a saúde e qualidade de vida do paciente.

O Tai Chi em Movimento

Uma aula de Tai Chi Chuan pode incluir estas práticas:
Aquecimento: Movimentos fáceis, como círculos com os ombros, giros do pescoço e balanço do corpo ajudam a soltar os músculos e articulações, dirigindo o foco para o corpo e a respiração.
Aprendizado e prática das Formas do Tai Chi: As Formas Curtas (obs.: uma Forma é uma sequência de movimentos) podem incluir treze movimentos ou menos; já as Formas Longas podem ter mais que uma centena deles. Diferentes Estilos de Tai Chi requerem movimentos mais contidos ou mais amplos. Para iniciantes, pessoas mais idosas ou pessoas com alguma limitação física, é mais interessante começar aprendendo uma Forma curta com movimentos feitos de forma mais lenta e com passos menores.
Chi Kung: Pode ser entendido como “trabalho com a energia”, consiste em alguns minutos de respiração suave, e depois combinada com movimentos. Isto ajuda a relaxar a mente e fazer com que a energia do corpo comece a se movimentar. Pode ser praticado tanto em pé, como sentado ou até deitado (se assim a condição exigir).

Sem dor, mas de grande valor

Apesar do Tai Chi ser lento e gentil, não nos deixando sem fôlego, ele engloba elementos essenciais para o vigor físico – força muscular, flexibilidade, equilíbrio, e em menor escala, condicionamento aeróbico – Abaixo algumas evidências:

Força muscular: Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford em 2006, publicado em “Alternative Therapies in Health and Medicine” reportou benefícios obtidos pela prática do Tai Chi em 39 homens e mulheres, com idade média de 66 anos, condicionamento físico fraco e ao menos um fator de risco cardiovascular. Após 36 aulas em 12 semanas, os pacientes mostraram melhoras tanto na força muscular da parte inferior do corpo (medido pelo número de vezes em que conseguiam levantar-se de uma cadeira em 30 segundos) quanto na força muscular da parte superior do corpo (medido pela capacidade em fazer giros com os braços).

Em outro estudo feito no Japão, usando as mesmas medições de força – 113 pessoas idosas foram divididas e fizeram diferentes atividades, como Tai Chi, caminhada rápida e treinamento de resistência – durante 12 semanas. Aqueles que fizeram o Tai Chi tiveram uma melhora maior que 30% na força muscular dos membros inferiores e 25% na dos membros superiores – números quase idênticos aos daqueles que fizeram treinamento de resistência, e maior do que o grupo que fez caminhada rápida.

A Dra. Gloria Yeh, Professora Assistente da Escola de Medicina de Harvard, diz: “Mesmo sem trabalhar com pesos ou faixas de borracha, os exercícios de braços do Tai Chi os fortalecem. A prática deixa os membros superiores e inferiores mais fortes, bem como os músculos da coluna e do abdome.”

Flexibilidade: As mulheres que participaram do estudo de 2006 em Stanford tiveram significativa melhora da flexibilidade, bem como da força.

Equilíbrio: O Tai Chi melhora o equilíbrio e, de acordo com alguns estudos, pode reduzir risco de quedas. Propriocepção (habilidade em conscientizar-se da posição do próprio corpo no espaço, com a idade entra em declínio). O Tai Chi ajuda a treinar este sentido, que é a função dos neurônios sensoriais do ouvido interno e dos receptores de extensão nos músculos e ligamentos. A prática também melhora força e flexibilidade, o que facilita a recuperação após um tropeção. O medo de cair pode deixá-lo mais suscetível à quedas; alguns estudos revelaram que o Tai Chi ajuda a diminuir este receio.

Condicionamento aeróbico: Dependendo da velocidade e amplitude dos movimentos, a prática do Tai Chi pode proporcionar algum benefício aeróbico. Mas na pesquisa feita no Japão, apenas aqueles que fizeram as caminhadas rápidas tiveram aumento do condicionamento aeróbico. Se o médico recomendar alguma outra atividade mais intensa, em que o ritmo cardíaco seja mais exigido do que no Tai Chi, talvez seja necessário também algo que propicie melhor condicionamento aeróbico.




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